quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O eterno retorno do mesmo


De volta à ativa!



De volta às atividades normais de uma banda de rock em Maringá, estamos aí (novamente) na área, galera.


Novo batera, novo gás. Pelo fato do Walace estar distante, a banda, no geral, estava um pouco parada, mas, agora, com o Josué aqui, as coisas ficam mais viáveis e o Prof. Astromar & Os Criadores de Lobisomem começam a retomar o caminho a ser traçado (e que seja longa a estrada, pois a vontade de caminhar é grande). E, nessa onda, ontem, meio que de supetão, fui interpelado por Andye Iore para improvisar um set acústico na Zombilly na Terça, no Fernandes Bar.


Estava previsto um show do Nevilton (de Umuarama), mas, devido à chuva que não parou de cair ontem por aqui, os caras ficaram meio receosos (e com razão) de pegar a estrada e partir pra Maringá pra fazerem um som.


Convite aceito, violão nas costas, me mandei para o Fernandes Bar e destilei um repertório composto com o trabalho autoral da banda, mais algumas versões acústicas de bandas como TNT, Camisa de Vênus, Ira! entre outras (rolou até Charme Chulo!). Além das músicas próprias que usualmente toco com a banda, mandei mais duas inéditas (uma delas, da época do Mata, bebê! Mata!!! – “Mrs. Warhol blues” – e outra do grande amigo Cardozo – “Inferno Astral”).


O tempo chuvoso deixou muitas pessoas em casa, descansando. No entanto, o clima amigável do Fernandes estava lá. E, novamente, foi muito bacana. Por isso, agradeço, de coração, às pessoas que estiveram lá dando uma força, ao incansável Andye Iore e ao Leandro e toda a equipe do Fernandes Bar que sempre se esmeram em tratar e atender a todos com muito respeito e consideração. Valeu!


***


Aproveitando a deixa, aviso a todos que, neste sábado (dia 22/08), faremos um som na casa do Gótico (é aniversário da Beatriz, a herdeira da garrafa de conhaque). Estarão por lá a galera da Inimitável Fábrica de Jeeps, do do Betty by Alone, além de nós, é claro, Prof. Astromar & Os Criadores de Lobisomem. Se você foi convidado, apareça. Se não foi, não vá, pois será expulso por D. Delvair e sua trupe de intrépidos inconseqüentes.


E, na quinta que vem – dia 27/08, faremos mais um set acústico (estamos nos especializando nisso). Dessa vez, com a banda toda, no encontro mensal de carros antigos e fuçados que acontece ali naquele vão (calçadão?) que fica entre as avenidas João Paulino e Prudente de Morais, em frente à entrada do estádio Willie Davids.


Em breve, mais informações. É aguardar pra ver.


Grande abraço e ROCK ‘N’ ROLL a todos!



Renatão, guitarra e voz.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Eis que, então...

SUBSTITUIÇÃO NO PROF. ASTROMAR & OS CRIADORES DE LOBISOMEM: sai Walace "gente boníssima" Merlin e entra Josué Endo, o sinistro.



Salve salve, amigos!


É isso mesmo. Anunciamos que, a partir de agora, quem responde pelas baquetas do Prof. Astromar & Os Criadores de Lobisomem é um sujeito que atende pela alcunha de Josué Endo.

Deixamos aqui nossas mais sinceras congratulações ao camarada Walace Merlin, gente finíssima, que nos acompanhou no início dessa empreitada e deu totais condições de começarmos essa história que, espero eu, ainda perdure por muitos capítulos adiante.

A saída de Walace se deu por conta de sua ida para Bauru-SP, o que impossibilitou uma rotina de ensaios e compromissos que toda banda exige.

Walace se mandou pra Bauru, mas está, desde já, permanentemente convocado a fazer um som e tomar uma cerveja com a gente quando estiver de passagem aqui por Maringá.

Enfim... Josué está no time e, logo logo, estreará nos palcos.


Abraços a todos e aguardem novidades! Elas borbulham, amigos. Borbulham... Em breve, mais notícias, diretamente de Asa Branca.


ROCK ON!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Hoje, no Fernandes Bar!

É isso mesmo, caros amigos! Hoje, no Fernandes Bar, a partir das 20h30, PROF. ASTROMAR & OS CRIADORES DE LOBISOMEM. Desta vez, especial e excepcionalmente, em versão acústica (com Gótico: baixo; e Renatão: violão e voz).

Tocaremos as músicas que usualemente já tocamos, além de uma inédita e mais alguns covers de bandas que nos influenciaram. Coisas como 365, Cascavelletes, TNT, Camisa de Vênus e o milongueiro Wander Wildner.

Compareçam pra tomar uma gelada e dar aquela força. Grande Abraço!


Renatão, guitarra e voz.


PS: A banda, agora, possui um perfil no Tramavirtual ( http://www.tramavirtual.com.br/prof._astromar ). Portanto, fiquem à vontade para visitar nosso perfil e baixar nossas músicas.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A primeira vez a gente nunca esquece

Bom... conforme o prometido no último post, Prof. Astromar não falha, galera.

Tá aqui, ó:

FAÇA O DOWNLOAD, AGORA!

Devidamente disponibilizado o primeiro registro da banda.

É o registro de um ensaio realizado nas confortáveis instalações do Studio Cidade. Foi tudo gravado durante a tarde do dia 23 de maio deste ano. Mesmo dia em que, à noite, fizemos um show no Pub Fiction.

Por isso mesmo, peço que relevem o fato da voz não estar 100%. Havia, então, uma preocupação de minha parte em poupá-la pro show da noite.

Bom... a qualidade da gravação é suficiente ao menos para sacar qual é a da banda, pelo menos, na minha opinião.

No arquivo compactado constam as letras e músicas das canções:
- Posso penetrar? / Raiva e pó
- Espadas de madeira, escudos de papel
- Na trincheira dos dias
- Me libertar
- 10.000 nós
- 1952
- Adeus, Trotski
- Tudo para estar ao lado da Hebe


Bom... espero mesmo que gostem. Boa audição e um grande abraço.

Até mais!


Renatão, guitarra e voz.

domingo, 7 de junho de 2009

Cactus Cola e espetinho de Iguana

Maldito dia que fui justamente ficar naquele hotel. Tava tudo tão bom na minha vida e, justamente no quarto em frente ao meu, a Lúcia tava hospedada. Ahhhhhhhh.... A cortina velha e empoeirada deixava passar as luzes neon do bar defronte ao hotel. Bar bacana, tinha acabado de tomar uns tragos lá, quando resolvi ir pro meu quarto. Sabia que não ia conseguir dormir direito, no quarto ao lado, um casal discutindo alto. Acho que por que o otário do marido tinha errado o caminho na estrada, ou porque ele insistia em não parar pra pedir explicações. Também sou assim, prefiro rodar mil quilômetros a mais que dar o braço a torcer. Puta casal estranho.

Me deu uma vontade louca de chutar a porta deles e entrar mandando bala com meu 38 cano ventilado, direto na cabeça deles! Mas, aí, eu num ia poder bater na porta da Lúcia. Abri o frigobar, não tinha muita coisa, uma garrafa d'água pela metade e quatro cervejas. Abri uma, o calor tava me derretendo as bolas. Ah, a Lúcia. Tomei de uma virada só, pra ver se criava coragem. Chutei a parede para ver se o barulho parava um pouco. Que merda, o casal ainda tava discutindo, agora era por causa da garçonete peituda do bar.

Alguém bateu à minha porta. Porra! Agora, esse idiota vinha me encher o saco, só me faltava essa. Lembrei do dia que tive que sair pela janela do quarto de hotel, pulando. É, a negociação não tinha sido muito boa, aquele negro de chapéu de abas caídas num curtiu os diamante que eu tinha levado. Também, eu num tinha a mínima idéia de onde o China tinha roubado. Acharam o China dois dias depois, enterrado no deserto. Odeio deserto!

Por precaução, peguei minha espingarda Lupara. Tinha lido, num livro de nem sei quem, que os gangsters italianos usavam essa arma nos extermínios. Diziam que só com o estrondo do tiro já amedrontava . Bons tiros, muito barulho. Engatei a bala no cano. Era tudo ou nada. Fui abrindo a porta, só o vão pra passar o cano. Maldita! A Lúcia, no corredor, enrolada numa toalha encardida, meia dúzia de cervejas na mão e pedindo pra eu sair da frente. É a ultima coisa que lembro. Só sei que estou no deserto agora, enterrado até o pescoço, vendo a Lúcia sorrindo da janela do Buik, me mostrando meu saco de diamantes. E sorrindo. Sabia que aquele hotel num valia nada mesmo. Se eu sair dessa, nunca mais fico lá!


- Texto do homem das quatro cordas da banda, Gótico Teixeira, publicado originalmente me seu blog: Idéias, pensamentos e um monte de bobagens, o qual temos um link aqui do lado direito.

No mais, é isso, galera. Na semana que vem, prometo que disponibilizo umas músicas que gravamos de um ensaio nosso lá no Studio Cidade, do Flávio Schiavone.


Grande abraço!



Renatão, guitarra e voz.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Prof. Astromar & Os Criadores de Lobisomem no Orkut

Sintam-se bem à votade para adicionar o perfil e ingressar na comunidade, caros colegas!


Perfil

Comunidade

Senta que lá vem a história...

Já que postei o vídeo de 1952 dois posts abaixo e não tinha nada mais interessante pra falar aqui, resolvi que tratarei um tanto sobre como essa canção surgiu. “Mesmo que ninguém escute, mesmo que ninguém ouça, mesmo que ninguém acredite do que sai da minha boca, como versariam os Titãs em A verdadeira Mary Poppins, num dos discos mais bacanas da carreira da banda: o Titanomaquia, de 93.

Titãs - Titanomaquia (1993)

***


Bom... 1952 data da época em que eu tocava no Mata, bebê! Mata!!! Juntamente com Paulo Sérgio Agostinho e Gustavo Bordin (ambos do Brian Oblivion & Seus Raios Catódicos), ou seja, mais ou menos, 2003, 2004. Por aí...


Na época, eu cursava Letras, na UEM, à noite. E eu sempre levava comigo, dentro da bolsa, uma agenda na qual eu escrevia milhares de coisas referentes a qualquer bobagem que viesse à cabeça: repertório da banda, músicas a serem tiradas, rascunhava idéias de letras. Quando a banda ainda não tinha nome, listei dezenas de possíveis nomes nessa agenda. Acho até que, possivelmente, ela ainda esteja perdida por aqui, em algum lugar do meu quarto.


Mas, enfim... escrevi, durante a aula, a letra inteira da música na agenda. Depois, quando cheguei em casa, encaixei-a numa base de três acordes, simples, típica de rock ‘n’ roll.

Confesso que esse processo de escrever durante as aulas se repetiu por diversas ocasiões enquanto fiz parte do time de acadêmicos do curso de Letras da UEM. Muita coisa do que fiz na época, começou a ser colocada no papel dentro da sala de aula. Pra ser sincero, acho um momento bastante propício para escrever, isto é, quando a aula está maçante ou algo assim. Quando o conteúdo está desinteressante etc. Perdoem-me os alunos de Letras, mas, para mim, 80% do curso não fazia muito sentido naquela época. Por isso que eu mais empurrei com a barriga essa faculdade do que qualquer outra coisa.


Bom... voltando ao que (des-) interessa... me lembro que os caras curtiram a música logo de cara, quando mostrei-a pela primeira vez, num ensaio do Mata, bebê! Mata!!! Não é uma música complicada. Pelo contrário, é bastante simples de ser tocada. Então, não demorou muito pra ser ensaiada e executada de maneira satisfatória.


Me recordo que, quando nos apresentávamos ao vivo, ela vinha sempre como sendo a segunda música do set, pois era difícil cantá-la (na época, mais do que hoje). Abríamos sempre com um cover – era sempre Susie Q ou You really got me – e, depois, já emendávamos 1952. Por dois motivos: primeiramente, por que ela tem uma levada bacana pra início de show. É rápida e anima a galera. Segundo, por que exigia uma extensão vocal que, na época, eu tinha dificuldades de atingir (principalmente, a parte em que grito perguntando: “amo demais ou, então sou incapaz de amar?”), então, ela tinha que vir no começo do show, quando eu ainda estava com bastante fôlego. Quando a tocamos hoje, com o Prof. Astromar, já consigo cantá-la mais tranquilamente. Acho que me acostumei.


E já que cheguei onde queria, isto é, no momento presente, momento de Prof. Astromar & Os Criadores de Lobisomem, digo que 1952 foi a primeira música que ensaiamos (e Andye – o Iore – é prova disso, ele estava lá). Como já disse aqui, é uma música simples e que, geralmente, agrada. Por isso, e também por que gosto bastante da música, foi a primeira coisa que mostrei ao Gótico quando tivemos a idéia de montar a banda. Quando chegamos pra ensaiar com o Walace, logo de cara, mandamos ela. O resultado foi bacana. Ele gostou e mudamos pouca coisa do jeito que ela era tocada na época do Mata, bebê... Umas duas partezinhas do meio da música ficaram com uma dinâmica um pouco diferente (antes, ela era diretona, tocada num pique só) e coloquei uma guitarrinha no estilo Johnny Be Good, no início.


Bom... acho que é isso. Quando não tiver nada pra postar, vamos enchendo lingüiça. Pelo menos, até eu editar um ensaio que gravamos na semana passada e começar a disponibilizar algumas músicas na internet.


Por enquanto, é isso...


Grande abraço!

Renatão, guitarra e voz