Inaugurando mais uma sessão deste fatídico espaço, relatarei, d’agora em diante, as sessões da gravação de nosso primeiro disco: “Concertos para a meia idade”, que esperamos que fique pronto no primeiro semestre de 2010.
Bom... dito isto, vamos lá: na última quinta-feira (dia 03/12), às 23 horas, comparecemos, conforme combinado, (eu – Renatão – e Josué) no Estúdio Vox, do camarada Murilo, ali no estacionamento do Supermercado Condor, na Av. Paraná esq. c/ Av. Colombo.
Uma vez no estúdio, com um pouco de fome, nos dirigimos até o Supermercado para comprar alguma coisa pra enganar o estômago. Aproveitei, então, pra comprar umas cervejas pra ir tomando à medida que Josué fosse gravando a bateria. Josué, que não bebe, comprou um saquinho de amendoim e refrigerante. Com um pouco de pressa, peguei algumas latas de Antártica que estavam melecadas de alguma coisa e fediam pra caralho. O que só fui perceber quando já estava pagando a bebida no caixa. Paciência... era torcer, agora, pro Murilo ter água no estúdio.
Sorte: ele tinha! Lavei as latinhas e coloquei-as no congelador enquanto Josué, o sinistro, se dedicava a sua rotina de inverter a batera de posição para que pudesse sentar o braço com tranqüilidade.
Feito isso, Murilo posicionou os microfones e passou o som pra ver como estava. Então, era chegada a hora: Josué mandou brasa e gravou 8 músicas, uma atrás da outra, num pique de dar inveja. Foram elas (na seqüência):
- 1952
- 10.000 nós
- Adeus, Trotski
- Enéas anda só
- “Música Nova”
- Posso penetrar?
- Raiva e pó
- Tudo para estar ao lado da Hebe
Alguma dificuldade foi encontrada, apenas, na primeira música da série (Josué ainda não havia esquentado) e em Enéas anda só (que tem um andamento um pouco diferente das demais). Fora isso, foi numa paulada só. E eu só na cervejinha gelada...
O resultado foi bacana. Alguns contratempos que, no final das contas, não farão muita diferença. Pra um disquinho de estréia e, em nossa opinião, tá ótimo!
Bom... agora, é esperar o Gótico gravar pra relatarmos as cenas do próximo capítulo de “Concertos para a meia idade”.
Aguardem!
Grande abraço a todos e até mais.
Renatão, guitarra e voz.
***
PS: Neste sábado próximo (dia 12/12), no Tribo’s Bar, tem show, rapazeada! Não percam! Também tocarão os brothers do Hospital Doors e do Betty by Alone. A entrada será coisa entre 5 e 7 reais. Merreca! Espero vocês lá. Em breve, mais informações.
Primeiramente, gostaria de registrar aqui nossos mais sinceros pedidos de desculpas pela mancada monumental que demos com Andye Iore na véspera do feriado de Finados.
Não comparecemos ao show marcado no Fernandes Bar. Foi um imenso e imperdoável mal entendido de nossa parte. E logo com quem? Logo com o cara que sempre, desde o início de nossa trajetória deu a maior força pra banda.
Andye, mais uma vez, mil perdões, cara. Foi muito foda. Nada que dissermos apagará uma imagem de Tim Maia que deixamos em sua mente após o ocorrido.
***
Segundamente, é hora de anunciar a "volta dos que não foram" (trocadilho mais infâme, impossível!). Mas é isso, galera: PROF. ASTROMAR & OS CRIADORES DE LOBISOMEM volta aos palcos maringaenses nesse final de semana e, desta vez, não poderia ser em melhor companhia. Junatamente com os brothers de Umuarama, NEVILTON!
Isso mesmo: Nevilton de Alencar e sua trupe de intrépidos comparsas desembarca em nossa cidade para mais um show memorável, tenho certeza disso.
O show será no Tribo's Bar e você que se interessar por presenciar essa grande noite desembolsará, apenas, a módica quantia de R$ 7,00.
Não fique marcando touca. Compareça e delicie-se, caro amigo!
É isso mesmo! Sexta-feira agora, dia 02/10, estaremos fazendo um som no Tribo's Bar. O segundo com o grande Josué Endo na bateria.
Agora, o set será maior do que no primeiro show com o Josué (no Festival Rockingá). Tocaremos, pela primeira vez também, somente nossas músicas. Serão onze no total. Portanto, sem os covers que a gente fazia antigamente.
Além de Prof. Astromar & Os Criadores de Lobisomem, quem comparecer ao bar também poderá conferir outras duas atrações. São elas: Frank Paris (que estreou aqui em Maringá, dia desses, na Zombilly na Terça, lá no Fernandes) e Hospital Doors
Enfim... sonzeira na orelha pra já começar bem o final de semana. É sexta-feira, no Tribo's.
R$ 5,00 pra entrar, sentar, tomar uma gelada trocar uma idéias com os mais chegados e, claro, curtir e dar aquela força ao rock autoral da cidade.
Esse vídeo é velho, mas tá valendo. A gente, ainda com o Walace na batera, tocando "Raiva e pó" no Pub Fiction. Esse, se não me engano, foi o último show com o Walace mandando ver nas baquetas. De qualquer forma, vou usá-lo, agora, só pra ilustrar mais um capítulo do "Senta que lá vem a história...".
É o seguinte... essa canção nasceu de um texto que o Gótico escreveu, me entregou e disse: "Se vira! Faz a música, rapá!".
O que me restou, então, foi encarar o desafio. Sentado em meu quarto, tarde da noite, lembro-me que fiquei lendo aquele texto, com a guitarra no colo, e tentando imaginar no que ele poderia se encaixar musicalmente.
Depois de algumas tentativas, alguns acordes incertos, lembrei-me de uma música que eu tinha feito na época em que eu tocava numa banda chamada Colina Prestes. Isso data lá pelo ano 2000, 2001, mais ou menos. Inclusive, quando montamos o Prof. Astromar & Os Criadores de Lobisomem, antes de escolhermos esse nome, o Gótico sugeriu que resgatássemos o nome Colina Prestes. Eu, apesar de gostar do nome, declinei. Enfim... era pra ser Prof. Astromar... mesmo.
Mas, então... Lembrei-me que existia uma música, composta naquela época, que se chamava "Vamo 'vê' no que vai 'dá'". E que existia também, inclusive, uma gravação dessa música. Era uma coisa que soava meio Wander Wildner, gravada com violões e uma levada bem direta.
Retomando a melodia na memória, constatei que se encaixava perfeitamente com o tema do texto que o Gótico havia escrito. Então, mandei brasa. Fui adaptando o texto do Gótico à música que já existia e, em alguns momentos, adaptando a música antiga à letra que ia nascendo do texto escrito pelo grande Clériston Teixeira. Identifiquei uma estrofe que era um refrão em potencial e mudei pouca coisa. O tema do texto continou o mesmo, mudaram algumas palavras e formas com que estavam ditas certas coisas. Enfim... corta aqui, muda alí, acerta a métrica de um verso acolá, encaixa um acorde mais precisamente, e a canção foi nascendo.
Feito isto, enviei, pela internet, a gravação da Colina ao Gótico e disse: "Cara... encaixei a letra que você tinha escrito nesse arranjo aí. Veja o que você acha". Ele logo constatou a pegada meio Wander daquela gravação e respondeu que tava bacana.
No ensaio, fizemos ela mais suja do que era o antigo arranjo da Colina e eu consegui até enfiar uma guitarrinha a la AC/DC alí, depois do primeiro refrão.
Hoje em dia, tocamos ela logo depois de terminar "Posso penetrar?" - que é a música com a qual abrimos o show. O fato dela vir no início do show me ajuda a cantá-la, já que acho o refrão dela um tanto alto demais pra mim, mas nada que umas doses de conhaque não resolvam. Afinal, it's only rock 'n' roll, man! E nós gostamos muito, claro.
Grande abraço a todos e confiram o resultado no vídeo alí em cima (feito pela camêra de mão do Natan, lá no Pub).
Renatão, guitarra e voz.
***
Raiva e pó
Como flor de Baudelaire, O nosso amor murchou, secou. O vento e o sol só nos fizeram mal.
Seu jeito tempestivo, Sua vontade de correr e voar, Pra mim, foi tudo estorvo e forçado.
Daquela tarde em que você pirou e sumiu, Eu guardo a imagem que vi da minha janela: Você entrando em seu maldito Maverick canadense; A minha raiva, o som no talo - o pó e o fogo no asfalto.
Você se foi E o que restou foi uma pilha de lixo - só me restou aquela pilha de lixo. Livros chatos e filmes noir. Quem sabem, um dia, ainda me importo com isso?
Não há álbum, não há casamento, Não há nada pra lembrar. Cama, fotos velhas, sorrisos falsos: Mandei tudo pra um outro lugar.
Mas tenho certeza de que você ainda se pega a pensar Em como estou, o que ou quem ando comendo E se ainda há contas a pagar.
Pois, quando alguma amiga, Por ventura, toca no meu maldito nome, Apesar de fazer cara de azeda, Dissimulada, você ainda pensa em mim e, para sempre irá lembrar.
Agora, estamos com um canal no Youtube que reúne todas as imagens da banda registradas até hoje. Vale a pena dar uma conferida!.
TV ASTROMAR - diretamente da lendária Asa Branca para você
Clique no link e tenha momentos agradáveis à frente da tela do computador.
Grande abraço e até a próxima, pessoal!
Renatão, guitarra e voz.
***
Lembrando que, na próxima semana, mais precisamente no dia 13/09 (domingo), no Fernandes Bar, estaremos fazendo um som juntamente com mais 4 bandas. A partir das 18 horas, entrada de graça, cerveja gelada e rock and roll na orelha. É o Rockingá - Festival de Rock Independente de Maringá. Mais uma idealização do grande Andye "Zombilly" Iore.
Em breve, mais informações.
Abaixo, um aperitivo do que você pode encontrar na TV ASTROMAR:
Lembrando que, nesta quinta (dia 27/08), a partir das 19h30, estaremos fazendo um som, em formação acústica, alí no encontro de carros do MOTOR CLUB - MARINGÁ (entre no site: http://www.jabiraka.com.br).
É isso aí! Valeu, galera. Compareçam lá na quinta pra tomar uma, trocar uma idéia e dar uma força ao rock autoral de Maringá.